Então, sobre o que?
Hmm, não sei... pode ser?
Claro, por que não?
Vem cá então, me dê sua mão
Olha pra frente
Me diz o que vê
Ainda vejo um bocado do triste
O que já não é mais pra ser
E um pouco misturado
Com o que a vida acabou de trazer
Inquieto, bravo ainda resiste
Calou o próprio peito
Pisou no coração
E com o gosto amargo na boca
De pé, ele insiste
Bate a porta e quase engana
Com uma falsa coragem
Que o protege da decepção
Que verso pesado!
É né... Exagerei...
Ou não... O que vale é o que dói
E o sentimento é maior que a palavra
Mas a palavra assusta quem pouco sente
Quem pouco sente não entende quem escreve
Quem escreve sente mais que quando pensa
E quem só pensa não entende o que é sentir
Então escrever vira o vício do sentimento
Por isso quem escreve tem vontade de fugir
Hein? Como? Quê?
Ah... Quase me deixei levar
E daí? Por que não? Logo você!
Argh, me deixa!
Afinal, pra que pensar?!
Quem falou sobre pensar?
Achei que... o pensar no amar...
Achou? Pensou? Mais o que?
Pois é, esqueceu de sentir
E esqueceu de falar
Estou só esperando
Assim que eu não perceber
Sem avisar, eu vou sair
Cansei de tentar dar as ordens
Quando depois de muito descobri
Sou apenas um soldado do sentir
Eu
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Um comentário:
"E o sentimento é maior que a palavra
Mas a palavra assusta quem pouco sente
Quem pouco sente não entende quem escreve
Quem escreve sente mais que quando pensa
E quem só pensa não entende o que é sentir
Então escrever vira o vício do sentimento
Por isso quem escreve tem vontade de fugir"
Engraçado como vc chegou à conclusão que eu já tinha em mente, mas nunca a tive em palavras... é, talvez eu precise escrever mais..
ótima expressividade!
haole.
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