quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

O papel e o doente

Bota na ponta do lápis
Que o jogo é de campeonato
... ?
Emoção a frô da pele
Coração na ponta da caneta
...?

Mesmo que infame, o mais engraçado é
Que a força do trocadilho
Tá nos olhos de quem vê
Na zoreia quem escuta
Nem precisa ser bonito
Também não tem que agradar
Ninguém além de você
...?

A moda é repetir
Chatear é o que há
Incomodar é sempre bom
Agredir não tem porquê
O que vale é escrever!

E a conclusão?

O não se preocupar em permitir
É não saber o que se preterir
Até porque não há o que se proferir
Quando não tem o que se preferir

A mão não escolhe
É por força maior determinada
Acompanha e segue o ritmo
Peca na ansiedade
Enrola quando perdida
Mas não para nem quando cansada

Porque o que não tem remédio
Se cura com muleta
Se esquece com o tempo
Se engrandece escrevendo
Então, afinal...
O que entorta a tua caneta?


Eu

Um comentário:

Anônimo disse...

Muito bom! Simples e com imagens poéticas fortes.

Sugiro suprimir isso "E a conclusão?

O não se preocupar em permitir
É não saber o que se preterir
Até porque não há o que se proferir
Quando não tem o que se preferir".