Bota na ponta do lápis
Que o jogo é de campeonato
... ?
Emoção a frô da pele
Coração na ponta da caneta
...?
Mesmo que infame, o mais engraçado é
Que a força do trocadilho
Tá nos olhos de quem vê
Na zoreia quem escuta
Nem precisa ser bonito
Também não tem que agradar
Ninguém além de você
...?
A moda é repetir
Chatear é o que há
Incomodar é sempre bom
Agredir não tem porquê
O que vale é escrever!
E a conclusão?
O não se preocupar em permitir
É não saber o que se preterir
Até porque não há o que se proferir
Quando não tem o que se preferir
A mão não escolhe
É por força maior determinada
Acompanha e segue o ritmo
Peca na ansiedade
Enrola quando perdida
Mas não para nem quando cansada
Porque o que não tem remédio
Se cura com muleta
Se esquece com o tempo
Se engrandece escrevendo
Então, afinal...
O que entorta a tua caneta?
Eu
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Um comentário:
Muito bom! Simples e com imagens poéticas fortes.
Sugiro suprimir isso "E a conclusão?
O não se preocupar em permitir
É não saber o que se preterir
Até porque não há o que se proferir
Quando não tem o que se preferir".
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